Sobre a autora do blog, pela autora do blog

Mulher, 36 anos, soteropaulistana, interessada em experiências e narrativas de travessias de fronteiras – geográficas, lingüísticas, comunitárias, psicossociais, corporais, éticas, estéticas, espirituais -, portadora de rapidez de pensamento, senso crítico e fome de experiências. Marte no ascendente e você pode imaginar que já se precipitou algumas vezes em (re)ações sem cautela.

Em geral, teve sorte e alegria de viver. E claro, família e amigos “ponta firmes”! Santo bom? Provavelmente, foi-lhe dito que é de Iemanjá. E tem um Xamã. Mas às vezes também se ferra. As coisas, afinal, já saíram tragicamente diferentes do previsto, tanto quanto o imprevisto já saiu do indesejável. Eis a vida, afinal… Numa dessas, até a casa pode pegar fogo!

Por tudo isso, e também por seus valores e ideais, essa pessoa coleciona des-ilusões. Mas como também cultiva o humor (por vezes ácido), o prazer, o pensar e o agir, entedia-se de ficar por muito tempo numa posição de lamento.

E quando a vida a faz levar lição pra fazer em casa – que casa? -, um pouco cumpre o dever, e outro pouco se dispersa buscando boas palavras e silêncios; buscando encontros nos distanciamentos, beleza para apreciar, além de bons cheiros, sabores, toques e sons.

Aparentemente serena, às vezes está só quieta, imaginando maneiras divertidas de fazer perguntas e comentários que desarrumam o (discurso de) seu interlocutor, ainda que em pensamento. Acho essa sua melhor forma de luta, embora ela seja ainda uma aprendiz.

Desajeitada quando se esquece do fato de que discurso é coisa encarnada, para além dos símbolos; discurso penetra no corpo e pode produzir efeitos diversos que reverberam para muito além. Então, quando o impulso do seu dizer ignora os freios da razão sensível, ela perde a oportunidade de agir de modo mais sábio e estratégico. Nessa medida, já aconteceu de expor indevidamente limites e fraquezas alheias, e também as próprias, que comprometeram um melhor devir para as situações, e implicaram em afastamentos radicais. Mas ela está se ligando da sua parte nesse lati-profúndio…

Recentemente, deparou-se com uma faceta sombria de seu “espírito livre”… E foi com a ajuda do cinema, mais precisamente da personagem de Isabelle Hupert, em Copacabana, filme que passou na Mostra de Cinema de São Paulo e deve entrar em cartaz nas capitais dentro em breve.

O valor pago por difíceis (auto)percepções e perdas recentes ao menos lhe tem dado uma liberdade nova, liberdade de vazio atenciosamente preenchido. Atenciosamente porque a experiência insólita que viveu há pouco tem chamado a atenção e a solidariedade de muitos. Isso a tem estimulado.

É hora de identificar o necessário, rascunhar o desejável e perseguir o possível. Hora de assumir cada gesto, afiar os pensamentos e depurar a sensibilidade: para ao menos partir das cinzas às letras…

Bem Vindos!

Thaís  

(outubro/2010)

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