Dos sonhos que cabem numa caixinha

“Tu não sabias, meu companheiro de viagem?
Todos os bondes vão para o infinito!”
(“O bonde”, Mario Quintana)
(Para Luciana)

 Tantas vezes eu ensaiei

Depois deixei a gana de lado

Nao achava a boa maneira

Não achava ser mesmo o caso

Uma vez elas me escaparam

Palavras cruas, mal disfarçadas

Fizeram farra, pularam fora

Da boca tola, precipitadas

Patadas boas, nós já nos demos

Nossa Amizade ficou sem verbo

Entendo pouco, mas eu intuo

Que Ela respira sob o entulho

O tempo vem, a vida vai

No dia a dia, no passo a passo

Não faço ideia do que há por vir

Mas há algo em mim bem preservado

 * * *

Veja só que inusitado!

Escapou de virar cinzas

Um presente de lá do passado:

Tua caixinha, mandala em madeira

E o papel dentro dela dobrado…

Será que tu tiras de letra

A tirada do sábio Quintana?…

Percebes a face sagrada

De uma história pra lá de mundana?…

* * *

Pudesse eu parar esse bonde

Antes do infinito chegar,

E puxava a cordinha com tudo

Se acaso te visse passar…

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