Aprendendo a dançar

Publicado: 12/02/2012 em Diário poético


Se na distância ele não se desmancha

É porque um ritmo foi conquistado

O movimento do amor quando se faz dança

Encontra nas pausas um motor de esperança

O cavalheiro já caiu na pista: de tão esfolado, coitado, pensou até em pendurar os sapatos…

A dama, de sapatos vermelhos, já dançou pelos cotovelos… Fez calo até nos cabelos!

Agora repousam ambos, cansados dos tombos, pisadas e calos

Vez em quando ainda dançam um com o outro: distraem-se dos machucados…

Mas como antes não mais se encontraram: até que tiveram alegria!

Ensaiam sem pressa os póstumos passos

De uma singular coreografia…

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comentários
  1. Anselmo Chaves disse:

    Lindo!

  2. Joy disse:

    Para ler ouvindo tulipa Ruiz…?

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