Das armadilhas

Publicado: 25/01/2011 em Diário poético

Ou… “Lição (m)ortográfica”

 

Cravo em mim uma crase

Antes que seja tarde

Mil vezes esquecer à força

Do que esquecer a força…

 

Mantenho comigo a cedilha

Pra evitar essa armadilha tosca:

Da maçã que vira maca

Da força que vira forca…

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comentários
  1. Sábio jogo de palavras para o jogo da vida.

  2. sgold disse:

    esquecer à força não é esquecer.
    esquecer a força não é enfraquecer.
    prefiro o segundo.

    abs
    sgold

    • adeuscafofo disse:

      Bem colocado, Sergio! O assunto é dos grandes e o poema não faz concessões.
      Memória e esquecimento me são temas tão caros, que por isso mesmo postei outros textos sobre. (Vide aquele sobre o filme ” A Ilha do Medo” e o “Vale à pena lembrar do que dói e corrói?”)
      Aqui, mais do que estirpar reminiscências indesejáveis da mente, o “esquecer à força” significava para mim caminhar voluntariamente no sentido oposto ao que tende a enfraquecer. Simples assim.
      Um forte abraço!
      Thaís

  3. Anselmo disse:

    Bem bolado, Miss!
    Beijos

    • adeuscafofo disse:

      Tentei algo mais “plástico”, mas na hora de publicar não funciona…
      Era um sorrisão de arrobas bem boladas pra vc, Lorde.

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